quinta-feira, 14 de abril de 2011

O modelo de escola AMAPAGU CAZUMBÁ

Vendo as ultimas noticias de açougue sobre a escola e como seus alunos andam armados, matando e todas essas coisa que os noticiários adoram compartilhar, fizeram com que voltasse meu olhar para a escola com mais benevolência. Não escondo que sou uma critica ferrenha sobre o espaço escola, porem tenho que defender que não é a maioria das escolas que os alunos vão armados e que agridem aos colegas e professores. Entretanto publicizar nos meios de cominicação a solidariedade que existe entre alunos, professores, direção e funcionários, as coisas boas, projetos que dão certo, sexo e rock’n rool sem violência, não dão lucros. Para o capitalismo essa coisa de mostrar a escola (publica) como um local que dá certo é um perigo, para essa coisa voraz que movimenta uma sociedade neurótica que acha que tudo pode ser comprado e vendido, é a violência que deve estar nos principais aparelhos ideológicos(Althusser) e nas ideologias(gosto como Thompson classifica). Já imagino a cara dos secretários de educação, diretoras das escolas publicas e particulares com seus vários projetos de transformar as escolas em prisões de segurança máxima. Esse desejo de proteção através das tecnologias de proteção material, equacionados com o desespero do culto ao sucesso, ao melhor, uma coisa exagerada sobre sempre ser sucesso e isso não é culpa da escola, este é apenas um dos aparelhos de manutenção desse comportamento social A partir dessa analise  meio que solidária com a escola, comecei a pensar qual a escola que desejo, qual é o futuro da escola? Comecei a twittar, de repente  se esboçou um sistema de educação que na minha cabeça é muito simples, mas na cabeça das pessoas racionais se faz completamente fora da realidade.

MODELO DE ESCOLA AMAPAGU CAZUMBÁ.
  • ·         Na estrutura física jamais serão construídos muros.
  • ·         Não haverá horários fixos , todos os horários serão móveis.
  • ·         A escola será um ambiente obrigatoriamente impregnado de arte, manifestações populares, estudos sociológicos e políticos. Haverá uma praça onde será estimulado o protesto, quando a escola estiver silenciosa, sem correntes de oposição, deverá sofrer uma intervenção com antropólogos, jardineiros, sociólogos, ESTUDANTES DE GÊNERO E DIVERSIDADE, merendeiras, pedagogos, conselhos municipais de educação, atores e agentes sociais. Todos para dentro da escola, fazendo o debate sobre o por que na escola não haver oposição? A unanimidade será considerada perigosa, e deve ser logo combatida.
  • ·         A arrumação da sala de aula deverá ser em gira, nada deve estar impedindo o olhar do aluno e do professor.
  • ·         50% das aulas deverão ser realizadas em espaços externos ao da sala de aula.
  • ·         Professores e alunos devem no verão quando começar a chover, tomar banho de chuva e será escolhido pela turma o dia de se deitar e ficar olhando os desenhos que as nuvens fazem, nenhuma dessas atividades deverão ser obrigatórias para os alunos, porem devem ser estimuladas.
  • ·         O aluno vai decidir quais dias vai  estudar  pela web, e quais vai estar na sala de aula, e  não haverá nada escrito, pois alunos, professores, funcionários estarão educados para ter a responsabilidade com sua palavra e seus compromissos.
  • ·         Não haverá estatutos, leis, regras, normas. Porque desde a mais tenra infância os alunos serão educados para a cidadania, igualdade e respeito às diferenças. será um processo estendido aos professores, pais e todo corpo humano que se relacionar com a escola.
  • ·         Não vai existir avaliação, nada de notas, nem medalhas nada desses símbolos, nada disto. Numa parceria com profissionais especializados perceberíamos através da participação, comportamento e gentileza que o aluno estaria evoluindo ou não. Esse seria o grande segredo da escola, pois o aluno que evoluísse não seria premiado, para ele não se sentir melhor ou pior com a inveja que o sucesso desperta nas outras pessoas.
  • ·         Quem vai dirigir a escola será uma equipe, e todos devem ter obedecido  pré requisitos:
·                                                          1 º ter ministrado aulas  desde o ensino infantil até o superior.
·                                                          2º quando em sala de aula ter elaborado e implantado projeto com seus alunos.
  • ·         Professor que  humilhar, levar sua religião, partido político, modelo de estética  para oprimir, será severamente e realmente punido em nome da lei da sociedade.
  • ·         Não haverá amigos da escola, todos devem receber uma gratificação justa, pelos serviços prestados.
  • ·         Existirá uma creche dentro da escola para os filhos dos professores, funcionários e dos alunxs também.
  • ·         Ninguém seria dividido ou definido como: menina ou menino/homem ou mulher
  • ·         Se x alunx ou professor não gostarem do nome ou gênero do registro civil, será mudado pelo escolhido por estes na hora de matricula e “contrato”.
  • ·         Será permitido usar as roupas que desejarem, a nudez jamais deve ser vista como uma vergonha ou provocação.
  • ·         Professores  transgêneros seriam muito bem vindos.
  •      Alunos com sindrome de Down e outros casos especiais serão aceito com muita felicidade. Deve ficar esclarecido que toda diferença será bem vinda
  • ·         Acabaria com essa putaria de dia da mamãe e do papai.
  • ·         Promoveríamos boicotes às marcas racistas, homofobicas, lesbofobicas, misoginas e   misantropas, também aquelas que  não  respeitam o meio ambiente e não estimulam o desenvolvimento sustentavel.
  • ·         Jamais haverá concurso disto, concurso daquilo. Não vai  existir nada de disputa, troféus, premiação (acho que já mencionei isto antes).
  • ·         Acontecerão festivais de arte e manifestações culturais,circuitos,simpósios,intercâmbios e afins.
  • ·         Será combatido com ações educacionais a valoração da pessoa o grupinho dos populares.Nada de cultuar artistas eleitos pelos meios de comunicação como sucesso, a conscientização e critica `a idolatria  entraria como disciplina na grade curricular. Ninguém seria Deus, através de debates e estudos científicos desmontaríamos os deuses.
  • ·         Nada de comemorar cultos religiosos específicos (só se estes fizessem parte das tradições, mas seriam tratados como invenções culturais, portando bem imaterial) Se haver missa, haverá cultos, sessões e afins. Estudaríamos de forma científica, essa disciplina não seria obrigatória.
  • ·         As histórias dos irmãos Grimm , dos estudios Disney e o pica-pau, desde o ensino infantil sofreriam de estudos críticos.
  • ·         Seria obrigatória a disciplina Estudos sobre a  cidade que nasceu e que se vive .
  • ·         Todos os alunos devem ser educados para a política representativa e participativa.
  • ·         A escola deve ser gratuita, seus profissionais devem ser remunerados de forma que possam ter dedicação exclusiva e fazer ciência.
  • ·         O amor deve ser mais importante na escola do que a justiça do judiciário.


3 comentários:

Dulcíssima Prisão disse...

Não é necessário proliferar os enganos, como a semear tristezas pelas valas vãs do mundo. É preciso caminhar em direções precisas, desmistificar essas centelhas oligárquicas e amargas. Expandir um conceito, mesmo que de maneira nonsense por mera crítica ao equivocado sistema vigente, não parece, e não é, o instrumento que o Estado carece nessa Era. É necessário desconstruir, fortalecer novas esperanças e não requenta-las. Não levantar outras paredes em cima de alicerces podres. Não quero uma escola com o meu nome, onde as crianças frequentem em busca de alimento para o corpo (quando este há). Não quero uma escola com o meu nome, onde são repetidas, gerações após gerações, os mesmos desmandos, as mesmas mesquinharias. Vejo em tua proposta um quê de pretensão desconduzida, despreparada, se não de todo, em grande parte. Se és educadora, pela síntese aparenta que sim, deves exatamente conhecer as complexidades que permeiam essa aldeia chamada Brasil. Joaquim Nabuco, Gilberto Freyre e Sérgio Buarque já alertavam para esse perigos. Se nessa escola não for consumida droga abertamente, onde os frágeis não sejam mais fragilizados, onde os que resistem às margens não sejam mais marginalizados, onde os professores não evitem seu desgaste com trabalhos, que previamente se sabe serão copiados desse esgoto que se tornou a Internet, onde não se vá com dor, mas com delicadeza no fronte, poderá sim, ostentar o meu nome. Caso contrário, melhor caminhar por estas estradas pedagiadas da educação, guiados pelo proselitismo do MEC e da senhora Heloísa Ramos e premiar nobres senadores com os títulos dessas instituições. Ai de mim, que tive em meu torrão educação pública e digna, com mestres que adentraram minha alma e minha gênese e jamais partiram.

Cartas aos bons amigos disse...

Excelente analise, porem citar Gilberto Freyre não me parece condizente com o seu discurso, vc realmente acha valido essa coisa da “democracia racial” que ele cria como um dos marcadores fundamentais para entender a nossa sociedade? Vejo que vc tmb é uma pessoa com larga vivência em sala de aula, então me sinto mto feliz em ver minha provocação sobre métodos e escolas ser avaliada por ti, q sei não se tratar de um Caetano Veloso!

Camila Brito disse...

eu adoraria estudar na escola de Amapagu Cazumbá! adorei msm todas as idéias,me indentifiquei com essa :
''Acabaria com essa putaria de dia da mamãe e do papai.''
Já que a segunda pessoa nunca existiu na minha vida. teria chorado bem menos. :X