quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A turma do chafariz tomou o poder!

No dia 25 de Agostode 2009 ,aconteceu sobre minha coordenação a eleição para os membros do conselho de cultura,a parte que cabe a sociedade civil.Fiz das tripas coração,para que a escolha fosse democrática,fui sabatinada,criticada,os fóruns de debates foram quentes,discussões,exibições e as chatices a parte,a estrutura do conselho foi uma prosposta dos próprios agentes culturais e artistas que compareceram,exigiram que alguns segmentos fossem contemplados com uma vaga,conversa vai conversa vem,ficou decidido,que o conselho deve ter 16 membros titulares e 16 suplentes,alguns artistas reclamaram da falta de divulgação,mas todos sabem,não existe verba pra cultura,os envolvidos no processo civil divulgaram e o resultado dessa divulgação aconteceu no NICSA,numa terça-feira,com cara nova,completamente jovem,vi uma leva de roquieros que ficam no chafariz da praça eleger seus representantes,para musica,politicas culturais,literatura artes visuais,não sei julgar se foi a melhor opção,como em todo processo eleitoral,as pessoas torcem nariz,tem medo,mas vi pela primeira vez na minha cidade a democracia prevalecer,sem interferências dos poderosos,talvez(desejo que não)que depois de instituído de fato e direito,este conselho que foi formado,a parte da sociedade civil,faça valer de fato o que é correto,ajude a minha cidade a desenvolver um plano diretor cultural,fiscalize,articule mudanças e permitam sempre que outras pessoas participem do processo.A eleição foi um passo importante,me emocionei quando um cabeludo de 18 anos com a camisa do Black Sabbath e sua galera votando,a cara d a minha cidade mudou,se foi pra melhor,sei lá,mas ao contrário do que alguns andam dizendo por aí,ela está viva e isso que importa!


P.S:se você quer participar das reuniões do conselho de cultura,elas serão abertas a população´,deixe seu e-mail que envio a estrutura,os nomes dos membros,o regimento e as datas!

Um comentário:

Lifeson disse...

Na verdade sempre tivemos o poder, mas nem sempre o usamos e nem sempre motramos que temos