sexta-feira, 13 de abril de 2012

Amapagu Cazumba

Amália-Mar, ao interior de verso do universo teu
Fulguras em esplendor, radiante tua plenitude estelar
Em Arte convidas reinante a expressar
Em essente presença tão natural
A se revelar beleza tão primal
Do magnetismo que iluminas
Irradias e advéns da flor do teu olhar
Emolduras encanto que te sorris
Desvelas uma candura sem par
Traz de privilegiada tez
Morenitude bronzeada
Bem ,que guardas o fascínio
Que do brilho teu hás de emanar
Se expande ondalejante frescor
De inebriante fragrância
Faz estada em ti
Ante a elegância do teu caminhar
Incendiária força da tua voz
Inssurge tão libertária
No teu cantar sensual
Que ao mundo novo nos enleva a sonhar
Colorido e sem igual pulsar
Mulher-menina que és
Feito carrossel de inspirações
De infindas quimeras a vicejar
Tal qual canção a se criar
De amplexos desejos e mistérios
Incessantes a perscrutar
Em inconfessáveis paixões e anseios
Onde dormitam em ti
Sonoros e insofismáveis segredos
Insaciáveis quanto floridos
Cosmorgásmicamente despidos
Traduzidos em profusão
Da tua egrégia beleza tão ímpar e femina
Egressa do teu ser Patrícia-Mar
Eternamente sejas Amapagú Cazumba"





Peer de Souza, presenteou-me com esse lindo beijo. Gosto de ser musa, ser Diva, mesmo quando desejo a desconstrução do eterno feminino flor. O desejo de descansar a mulher que vive multifacetada, numa esquizofrenia da vida contemporânea, de ser mãezinha, domestica, profissional bem sucedida e ainda caber num padrão de beleza inatingível. Afastam de mim uma Amália que se ver análoga, ou contemplada pelo perfume do eterno biológico de gata, tigresa,peixinho,morena... Desejaria nascer  beija-flor ou árvore, tornei-me mulher. Obrigada poeta pela linda e não tão justa homenagem, seu olhar sobre a outra é lindo demais, a poesia tem dessas coisas. Abro esse parentese para ti, gostei de ser a matriz de tão bela inspiração!

Um comentário:

Débora Tavares disse...

Acontece comigo também. Parece a mão misteriosa a nos oferecer resist6encia.
Ri muito com o que li. Senti-me a outra de uma mesma identidade.