terça-feira, 29 de março de 2011

À pessoa que torra de inveja

Vai pessoa com sua inveja,abra a sua latrina e vomite todo seu veneno. Você não está vendo criatura que esse seu azeite de maledicências não pode ceifar o que é vida em movimento!
Pessoa, andar com nomes alheios não te faz um ser importante. 
Ser discreta, calar-se, guardar segredos “convenientes” não vende bananas, acorde peçonha.
O tempo passou ,os livros você não amou, se quer teve o prazer de conhecer.
O corpo esvaziou-se dos olhares assim como seu copo,que vive com sede de embriaguez e de ódio do que é indiferente a sua insignificante existência.Você é tão normal,tão sem sal e sem afeto.Aff
Mas existe a benevolência dos que crer,então é preciso aprender algumas lições para que no fim da sua vidinha infeliz de coisas não realizadas,você consiga viver com um pouco de tranquilidade:
1.       A palavra é poder
2.       A beleza é fundamental, mas não  entregue e não a  deseje eterna.Isso é burrice
3.       Não "goze com o pau" dos outros.
      Nunca, jamais, enfrente o talento.
Pessoa, pessoa... O talento é mortal para gente como você, pois ele não te toca, nem te move.
O talento na verdade te adoece!Nada pior para uma pessoa como você que a convivência com gente talentosa.
Pessoa nunca anseie apropriar-se do corpo de quem beija o talento, essa relação é de fidelidade. O talentoso e o talento morrem agarrados, não se separam.
Quanto às outras coisas, o tempo se encarregar de varrer, devorar.
 Ultimas recomendações: enquanto você bate em porta em porta,para fugir da sua vidinha insossa e solitária.Quem você joga o seu acido e amargo sentimento de inveja (por tudo aquilo que você poderia ser e não é),deita-se e goza com dois elementos que a sua existência jamais vai ter a honra e o mérito de conhecer. O CONHECIMENTO E A CRIATIVIDADE
No mais como sou indecente e suja mesmo. Com minha voz rouca e meu olhar cínico,eu vos digo,sonoramente:VÁ SE FUDER!

P.S:já sei que muitos vão julgar desnecessário e vulgar esse texto.Aviso aos navegantes,que a carapuça sirva ao dono (apesar de ter quase certeza que essa criatura só vai chegar até aqui se a fofoca for forte). Usarei desse espaço para defender o que acho correto.Estou sendo até mais corajosa do que o algoz que eu amaldiçoo com esse texto.Eitcha exagero,desculpa aos meus queridos e sensíveis,entretanto de vez enquanto fazer faxina é preciso!

terça-feira, 15 de março de 2011

Quem sou eu,hoje?

Sou uma "mulata" que deitou com o senhor "barão" das Minas Gerais.
Que fugiu para o Quilombo com o filho dessa relação de desejo de carne e de propriedade privada, nos seus braços.
E que vive com um sentimento capitão do mato a ferrejar os restos dessa prisão!

domingo, 13 de março de 2011

*Loucura a gente se encontrar no meio dessa multidão!

O Carnaval de Salvador a cada dia se revela para mim como lixo.Adoro sair com meus amigos seja para "Roma ou para o Paraguai".Amo dançar,resenhar e ver gente.Na capital da Bahia dá para fazer tudo isso "junto e misturado."
Existe um lado nessa festa de celebração a carne que feri meu olhar. Os pobres,os "capitães de areia", a violência excessiva em todas as esferas.Sempre foi assim,desde que ia para Avenida fantasiada de odalisca nos ombros de meu pai.
Mas esse Carnaval de 2011 me proporcinou um dos momentos mais lindos da minha vida,mesmo que tenha sido uma ilusão de folia dos corpos desesperados.Não houve corpos,boca na boca,genitálias em fogo,nem bebedeira delirante.Havia no Cristo,sobriedade do sentimento que doe,porque é grande e não cabe no corpo que ele resolveu pousar.
Não queria ir para Salvador,queria estar em Pernambuco, tipos de coisa exótica de quem incorpora a coisa cult(acredito que Recife e Salvador são bem análogos nos seus carnavais).Tudo ficou triste,inclusive os planos falidos de ir para o Frevo,beijar Otto e Alceu.Como quem tem amigo não se governa,segui os amigos.Queria ir de Ilê na Avenida,recebi uma boa proposta,excelente,diga-se de passagem.
Os amigos queriam a Barra/Ondina,Ivete e tal,seguir.Quando pisei meus pés em Ondina,a primeira pessoa que meu amigo aponta,foi ele.Ele que não sabe o quer,ele que há dias já estava no Carnaval,curtindo toda a liberdade que gozam os homens.Ele nos seguiu,naquele momento pensei:VINGANÇA!
O Gandhi estava descendo a Barra,os homens de branco com seiva de alfazema,ofereciam-me os colares em troca de beijos,a oferta era boa,muitos eram belíssimos,nunca recebi tanta borrifada de alfazema,nem em incorporação de Oxum.Não tive coragem,ele vinha atrás de mim, me chamava para conversar e eu não tive coragem de mostrar para ele o quanto podia arranhar e sangrar o seu orgulho de machinho.Tem horas que o ranço da educação cristã fala mais alto ao coração.
Ele conseguiu me roubar da folia,conseguiu me colocar como a mulher dele naquele dia de carnaval.Mas foi no batente do Cristo,vendo o farol e as luzes dos trios e suas musicas ruins,que ele me deu de presente o seu amor.Não foi erótico,foi delicado,havia dor na voz dele ao me dizer que queria que o tempo voltasse,para que nunca tivessemos ficado,para que o sentimento não acontecesse daquela maneira.Ele não queria estar ali ao meu lado,assim como eu,não foi essa a nossa programação.O destino é um Deus impiedoso e genioso,nos colocou ali,um ao lado do outro,cheio de sentimento perecível,mas de uma força imensurável.
Ali no Cristo da Barra,enquanto ele me dizia,coisa de sentimento sofrido ou falacioso,a musica ruim parou,as crianças negligenciadas sumiram,a polícia homofóbica desapareceu,o povo drogado do sudeste ficou legal,os negros e pobres estavam felizes com justiça.Tudo ficou prefeito,a brisa salgada que estraga os meus cabelos, a poluição que faz ele lacrimejar,nada disto existia.O que ali se apresentou foi o entendimento de que se ama e se é amado,mesmo que seja breve,que seja pouco e que seja coisa de carnaval.Ali éramos no nosso universo particular,soberanos.
Rainha e Rei,tínhamos a cidade aos nossos pés,havia uma coisa rara nos carnavais,a superioridade de saber deixar amar,como sempre o amor vem e vai.Sofrido,poético e livre.
Tive vontade de chorar,mas sou uma menina que não chora na frente de um homem de extrema direita.Aninhar nos meus braços e embalar seu sono,tive vontade de voltar a ser "mulherzinha"
Mas é carnaval e como fala o Mestre Chico "Amanhã tudo volta ao normal" e devo estar atenta e forte,não há tempo para amores assim,isso é devaneio e ilusão.Fantasia de carnaval dos desesperados.
Quero encontrar a racionalidade,nada mais irracional do que amar um homem como ele,preso ao seu mundo masculino,entre cálculos e refém da sua ilusão de liberdade.
É tempo para acertos,coisas rápidas e que podem dar lucros.Comecei a organizar minhas emoções,é tempo de construir o que se quer.O mundo não pertence aos espontâneos,ele pertence aos que vigiam!


*o título desta postagem é um trecho da musica Cheiro de Amor no Ar,composição de Carlos Neto.

sábado, 5 de março de 2011

Minha fantasia de cachorrinha!

Queria uma cobra tropical no carnaval.
Mas o que na minha cara pintada ficou, foi uma cachorrinha de festinha infantil!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O meu carnaval teve fim antes do primeiro bloco sair...

São 4:30 da manhã e eu choro.Dizer adeus aos bons de alma,de riso fácil e inteligência generosa é sangrar.


No primeiro dia do mês q nasço,tenho que aceitar a crueza da natureza ceifando uma parte feliz do que eu sou.

Envelhecer é ver amores amigos partindo para não mais voltar e ter que seguir. A dinâmica de viver não permite parar, mesmo com dores de saudade, lágrimas por dentro.A gira da vida não para.

Cantávamos quando saímos do Padre Fenelon as 18:00: “que tínhamos todo tempo do mundo”Foi tudo mentira.O nosso tempo é outro,corrido,curto.Parir os filhos e carregar os amores eróticos,nossos corpos nunca nos pertenceram. Somos de um tempo ávido pela grana para o luxo e do conhecimento cientifico como instrumento da grande ilusão de que o mundo pode ser melhor.

Meu carnaval teve fim antes mesmo do primeiro bloco sair na avenida.Uma das minhas colombinas,da ala da alegria foi envenenada e não pode ser salva pelo que acreditamos,desde quando saímos do Fenelon e fomos para UFBA.

A fé que nos move nessa gira veloz,é que acende um “raio”,um feche,uma réstia de luz.É possível a CURA!

Todos os dias peço a Deus: Leveza para uma vida que é breve!

Não estou preparada para me despedir dos que amo com pressa. Existe o peso da ilusão de tudo que ainda poderíamos fazer e planejávamos para que acontecesse. Mudar o mundo com ciência e fé!

No grupo de jovens da igreja católica cantávamos nas reuniões da paróquia do Rosário, uma canção que dizia assim: “via gente boa,vai com Deus.Leva uma abraço meu,ao primeiro que encontrar...”

Esse movimento de grande vigor de maturidade,o fluxo de DESPEDIDAS E ENCONTROS,com desprendimento e elegância do conformar,ainda não é bem desenvolvido em bailar por mim.A minha educação materialista cristã,não me educou para dizer adeus,como as borboletas fazem com tanta lindeza,saindo das suas crisálidas.





P.S: meu momento é de choro e de oração.E de acreditar que amar as pessoas, as coisas que tem vida e a memória é o que eu mais desejo aprender!