sábado, 14 de novembro de 2009

Quando a festa acabar...


Foi assim que descobri que ele me amava,estávamos na minha cama assistindo TV,meu corpo todo dolorido,minha cabeça confusa por novos amores,quando me fez a declaração:-Ficarei te esperando no final da festa,as pessoas realmente se encontram quando a festa termina,"eu tenho paciência"!Uma estranha mistura de felicidade e pessimismo me arrebatou,já tinha desejado tanto essa criatura,com tanta pressa,quis ouvir isso a tempos atrás,mas esse bicho roedor e desgraçado chamado AMOR nunca acontece para mim simultâneamente,sempre me entrego no começo e fico entediada no final,entretanto sou uma pessoa de sorte,tenho ele,para suportar "outros" no mesmo espaço,seja como e quando,posso sentir o cheiro da testosterona a me acalmar(a presença do sexo masculino me acalma),tem a paciência de ver minha nudez e entender que não deve antecipar o sexo,porque estou indecisa e frágil,e sobre todas as coisas tenho o seu verbo a me acalentar.Sempre tive sorte no amor,porem nunca soube ter perseverança de aguardar o tempo exato para segura-lo.Sei q "si" ele realmente cumprir o que diz e esperar meu momento festivo acabar e "si" eu amadurecer esse meu avido desejo em viver corações,casaremos no BOA SORTE numa linda noite de São João,onde cantarei para ele uma das mais lindas canções de todos os tempos

"Olha pro céu meu amor
Vê como ele está lindo...

Foi numa noite igual a esta
que tu me deste o teu coração
o céu estava azul em festa
pois era noite de São João

Havia balões no ar
Xote,Baião no salão
E no terreiro o teu olhar
Que incendiou meu coração"

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Zé Bronha-o solitário!





Recebí um comentário que dizia:

-Seu blog vai a minha cama e é minha melhor punheta!

Evidente que o autor de tal comentário é um “fake”,então não merece ser publicado na integra,mas me fez pensar o quanto de solidão existe nesta pessoa,se ela fala a verdade, é um infeliz,a ideia de visualizar uma pessoa sozinha batendo uma bronha olhando um blog,diz com clarividência que se trate de um ser solitário,sem emoção real,se for mentira de um desocupado que não valoriza a própria vida,pois se existisse o mínimo de respeito por si próprio,estaria a ler,assistir,desenhar,exercitar,meditar,rezar,pintar,bordar ou a melhor de todas as coisas:AMAR O PRÓXIMO.Não existe nada que der mais prazer e ocupe mais a mente do que amar o outro,quando se ama de verdade,preocupa-se com o bem estar,com o dia seguinte,o estado de amor preserva a vida,instantaneamente respeitamos o alheio,porque vemos a essência,não a materialidade,ouvi certa vez:-Que o amor é muito democrático,ele não vê o belo,o rico,o inteligente,ele vem para qualquer um que se permita,acrescento então que ele vem verdadeiramente para as pessoas que cuidam das suas emoções,que aceitam o próximo.Então desejo para Zé Bronha(que intitula-se como Dom Juan)que além da cama esteja ao seu lado,como de conchinha,ou aninhado ao seio do ser amado,um ser humano,que ele possa olhar nos olhos e silenciosamente pensar que vale a pena amar a carne,a alma,as diferenças e que todos somos defectiveis e isso que é mais maravilhoso nas relações de verdade!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Diário de bordo:Triste Bahia,triste recôncavo !


Dia 04 de Novembro de 2009,aconteceu na cidade de Cachoeira a III conferencia de cultura território recôncavo,e surgiu em mim o medo do que está acontecendo com as políticas culturais da minha região,a sana sega pela “profissionalização”do fazer cultura,é um tal de querer capacitar profissionalmente o povo que é envolvido nesse meio,sempre digo que para o corpo é necessário cagar e mijar,para a alma é imprescindível fazer cultura,não preciso ser uma profissional para cagar,mas quando trava tudo ou solta demais,preciso de tratamento.Nos reunimos para propor soluções que supostamente salvará a cultura ,mas o que na pratica vivenciei,foi uma fogueira de vaidades,a queimar lenha verde,que arengava e ardia meu olho,pessoas sem sensibilidade,egoístas,que ainda acham que a solução das mazelas sociais está na estabilidade e desenvolvimento econômico,mas também vi os pequeninos se unirem para derrubar um gigante,a arrogância e a ilusão de ser superior que feri,humilha,e nos diminui ,porque sabemos que cada vez mais as aves de rapina estão tomando o comando,nos editais,nas indicações e informações privilegiadas, isso faz com que a maioria(que são os pequeninos)percam a fé de que pode ser possível sim,que para ser um ser cultural,não é fundamental está nos meios midiaticos,o ser cultural não é sagrado,não é o inatingível,que o espírito competitivo só afasta a igualdade,e enlarguece o buraco das diferenças,não existe fortes,fracos quando falamos em recôncavo,aqui existe muita miséria onde vemos verdes pastos,existe muito sexismo onde comemoramos Maria Quitéria,existe muita falta de respeito a diversidade quando vemos um homossexual satirizar de forma ridícula e sem compromisso a poesia.A conferencia de cultura do recôncavo,foi o retrato da tristeza,a desorganização da Secretaria Municipal de ,não respeitou a história,nem a beleza que é esta cidade,não respeitou a força feminina que esta cidade tem,de bem receber,de resistir e lutar.Fui embora muito triste em saber que o que está se esboçando ,para ser um novo tempo de cultura viva é o quem pode mesmo é quem paga mais.Anseio que num futuro muito próximo possa assistir a uma mudança,onde o separatismo desapareça,os muros simbólicos sejam destruídos,que todas as cidades se compreendam como “une”,somos muitos,somos um,somos o que desejamos ser,desejemos então muito mais do que dinheiro,desejemos AMOR,IGUALDADE e GENTILEZA

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Abolição...

Namorinho de portão

Estou apaixonada?!Estou apaixonada?! Estou apaixonada?!Fito minha imagem(que estou achando linda)no espelho da minha sala de estar,faço esta pergunta retórica pela déci
ma vez,ainda me sinto tonta,pensei em nunca mais viver isso,tinha programado uma vida mais asséptica,relações programadas,seguras,racionais,cardinais,mas meu eterno espírito adolescente(certa vez li,que a adolescência não se trata de idade cronológica,se existem conflitos pessoais,se necessita da ajuda financeira dos pais e a pessoa vive indignada,ainda não passou para fase adulta)me jogou numa armadilha,uma deliciosa armadilha,ando acordando e dormindo pensando em vê-lo,sentindo vontade dos abraços e beijinhos no portão de casa,nos olhares tímidos mais cheio de desejo,no medo dos “outros”,não era o que “eu”queria,não era o que “ele”queria,mas foi o que o universo quis para “nós” neste momento,o meu barulho,o silencio dele,os nossos amigos,todos no mesmo espaço.Minhas palavras contemplam a matemática dele,há muita vida em nós,uma disposição simétrica entre eu e ele para ser feliz,existem também as diferenças,e elas são gritantes aos olhos nus,mas só existe igualdade se houver diferenças.Pela primeira vez vivo um amor onde não penso no futuro,somos presentes,presentemente ele me faz voar,meus sonhos não são de longo alcance,sonho com ele aqui e agora,amanhã?Não!Sonho com ele e o mar,sonho com ele e as águas doces,sonho com ele Carnaval,desejo para nós a “liberdade” de dizer sim e não,quando for de verdade,desejo que tenhamos até o “fim”gentileza,criatividade e admiração mutua,desejo que na hora da morte(tudo que é vivo morre)sejamos leves assim como nosso começo de namorinho de portão.